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2015
liberdade de expressar sentimentos esteja presente, há adaptação dos irmãos com
desenvolvimento típico às alterações no sistema familiar (Vilhena, 2007). Em outro
estudo realizado por Belin e Rice (2009), com díades de irmãos em que um tinha o
diagnóstico de espinha bífida observou-se forte associação entre a proximidade da
relação de apoio entre os irmãos e o funcionamento familiar.
Em um estudo realizado em Portugal, por França (2000), em que entrevistou mães de
crianças com filhos com PC e mães de crianças com desenvolvimento típico, com
intuito de perceber a dinâmica da relação na fratria da criança com Paralisia Cerebral
(PC), a autora conclui que em famílias com filhos com PC, a relação pais-filhos
caracteriza-se pela superproteção, pela vigilância excessiva da integridade corporal,
pela referência latente e frequente à deficiência. Ao ser questionado às mães como se
dava o relacionamento fraterno, constatou que mães que tinham todos os filhos com
desenvolvimento típico definiram a relação entre eles pela expressão de sentimentos,
por afetos, por reações mais calorosas enquanto as mães com um filho com PC quando
questionadas não exprimiram atributos da ordem dos afetos e sim àqueles ligados a
preocupação, proteção e ajuda.
A presença de uma deficiência na família não indica necessariamente um estressor
para os irmãos. Outros fatores devem ser considerados, como a qualidade das relações
familiares, a presença de uma família extensa, condições sócio-econômicas,
comunicação, rede de apoio e cuidados, características individuais, As estratégias de
coping
(enfrentamento)
5e características da deficiência.
A invisibilidade do irmão da criança com deficiência física faz com que estes
apresentem diversos sentimentos e reações frente a esta situação e que se articulem
entre estresse e resiliência. Na ambivalência entre amor e ódio, podem demonstrar
sentimentos de não saber quem ele é, ciúme, inveja pelos cuidados ao outro,
superproteção, orgulho, culpa por não ter problemas ou por muitas vezes desejar a
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Coping é uma terminologia usada aqui para caracterizar as estratégias utilizadas pelas pessoas para se
adaptarem e enfrentarem circunstâncias adversas ou estressantes (Antonoazzi; Dell’Aglio; Bandeira,
1998).
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