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2000). Segundo Howe e Recchia (2006), as irmãs mais velhas são mais propensas a se
envolverem no cuidado do que os irmãos mais velhos. Por sua vez, resultados de um
estudo realizado por Nunes e Aiello (2008), sobre interação entre irmãos com
deficiência mental indicaram que as díades do tipo irmãs-irmãs eram caracterizadas
por maior cuidado e companheirismo, com níveis maiores de afetos positivos que a
díade irmãos-irmãos. Contrariando estes estudos, a pesquisa desenvolvida por França
(2000), não encontrou diferenças no comportamento entre os sexos em fratrias onde
havia uma criança com deficiência advinda da Paralisia Cerebral.
Nas crianças que têm um irmão mais velho com deficiência, o processo de
identificação (no qual os irmãos mais velhos são os intermediários na imagem
construída do adulto) não é viável aos mais novos, já que a imagem que aquele
transmite esta comumente associada a algo negativo; nestes casos, quando há
identificação, frequentemente esta está associada ao desejo de tornar-se dependente
como aquele irmão, para assim ter acesso à mãe. (França, 2000). Um aspecto positivo
no relacionamento fraterno é quando o irmão da criança com deficiência é mais novo.
Isto provavelmente deve-se ao fato de que os irmãos mais velhos geralmente servem
de modelo, assumem postos de responsabilidade, além do que, em famílias com
poucos recursos financeiros, exige-se dos irmãos mais velhos que cuidem do irmão
com deficiência. Por outro lado, um segundo filho, quando o primeiro tem alguma
deficiência, pode ser tratado como o primogênito
vindo a exercer funções de irmão
mais velho. Algumas vezes, há o aparecimento de sentimentos de culpa por estar
desenvolvendo-se mais que o irmão, sentimento esse que pode levá-lo a restringir seu
próprio desenvolvimento (Kroeff, 2012; Meynckens-Fourez, 2000; Nunes; Silva; Aiello,
2008).
Em relação à idade dos irmãos com desenvolvimento típico, há um suprimento da
demanda de ajuda maior quanto menor for a idade destes, diferentemente do que
ocorre com o irmão com deficiência, onde o cuidado pode ser permanente e na
mesma intensidade, sendo que quanto mais ele assume esse cuidado, menor é sua
participação nas atividades comunitárias, podendo aumentar o conflito com o irmão
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