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2015

frequentemente privam os irmãos de informações, pois presumem que seus filhos não

serão capazes de compreender o que se passa e as peculiaridades da deficiência.

Tal

fato gera nos irmãos sentimentos de solidão e ressentimento por não obterem tais

informações e o sentimento de culpa ocorre por não terem sido afetados pela

deficiência ou por terem desejado que algo ruim acontecesse ao irmão, o que pode

dificultar a interação (Nunes; Silva; Aiello, 2008; Cavicchioli, 2005; Ardore; Regen;

Hoffmann, 1988).

Apesar de impactante, a ocorrência de uma deficiência na família gera mais efeitos

secundários ou indiretos do que primários, sendo que os diferentes sentimentos e

reações não devem ser generalizados. Embora a experiência de conviver com um

irmão com deficiência seja conflitiva, observa-se que o ciúme não ocorre mais entre os

irmãos em que um deles tem uma deficiência do que em famílias em que todas as

crianças tem desenvolvimento típico. Observa-se também, rápido crescimento/

desenvolvimento/ responsabilidade do irmão, devido à necessidade de adaptar-se a

situação familiar (Messa; Fiamenghi Júnior, 2010; Fiamenghi Júnior; Messa, 2007;

França, 2000; Rizzo, 1998).

Não devemos ver o comportamento dos irmãos sempre pela ótica da deficiência, pois

sentimentos ambivalentes, conflituosos, brigas, ciúmes, fazem parte das relações

fraternas independentemente da presença da pessoa com deficiência. (Kroeff, 2012).

Por outro lado, França (2000), cita que estudos realizados por Minde

et al

(1972) e

Breslau (1983), com fratrias de crianças com deficiência motora concluíram que os

problemas psicológicos eram maiores na fratria quando o irmão com deficiência não

tinha deficiência intelectual. Petit (1983), por sua vez acrescenta que a diferença de

idade de dois e quatro anos entre os irmãos origina maior rivalidade, acentuando-se se

a fratria for do mesmo sexo. Assim como Lavigne e Ryan (1979), referem uma maior

tendência a comportamentos patológicos nos irmãos em relação às irmãs, não

encontrando em seus estudos nenhuma relação com a ordem do nascimento, fato

este contestado por Breslau

et al

(1982), que descobriu uma interação significativa

entre a ordem do nascimento e o sexo, ou seja entre os irmãos mais novos haviam

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