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2015

Energia, o Programa AdaPT, que inclui vários temas, sendo um deles a elaboração de

´estratégias municipais de adaptação às alterações climáticas`. Na sequência do concurso

aberto para esse tema, estão a ser preparadas estratégias municipais de adaptação às

alterações climáticas em 26 municípios-piloto, com finalização prevista para 2015. Esta

iniciativa, cujo objetivo último é a transposição dessas estratégias para os planos municipais

de ordenamento do território, inclui ainda sessões de formação envolvendo técnicos dos

restantes municípios do país.

Refira-se, por fim, que o ciclo de programação de fundos comunitários para 2014-20 inclui

diversas medidas de apoio à ação climática. Mesmo que uma parte significativa dos apoios

disponíveis para esse fim se destinem a medidas de mitigação (energia, transportes, etc.), a

componente de adaptação e a sua relação com políticas de ordenamento do território não

deixarão de beneficiar deste novo enquadramento, tirando partido dos financiamentos

específicos existentes quer nos Programas Operacionais Regionais quer no Programa

Temático ´Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos`.

A Estratégia da União Europeia de Adaptação às Alterações Climáticas (European Comission,

2013) corresponde a uma comunicação e não a uma diretiva, como muitos desejavam. No

entanto, e ao contrário do caso do ordenamento do espaço marítimo, essa agenda política

está a ser integrada de forma mais articulada quer entre diferentes ministérios, quer entre a

administração central e os municípios, quer mesmo entre as entidades públicas e

stakeholders

relevantes (academia, atores económicos, sociedade civil). A criação, em 2009,

de um programa doutoral interinstitucional e interdisciplinar sobre Alterações Climáticas,

envolvendo 7 faculdades de três universidades de Lisboa em colaboração com várias

universidades de outros países, representa simbolicamente esse esforço de articulação,

reproduzindo, a uma maior escala, o espírito que presidiu ao lançamento de um curso de

pós-graduação em planeamento regional e urbano, em 1972, com docentes de quatro

faculdades das duas principais universidades de Lisboa. Mais significativo, pelo esforço que

representa mas também pelas dificuldades de coordenação e implementação daí

decorrentes, é o facto de a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas (2010)

ter sido desenvolvida no âmbito de um Grupo de Trabalho interministerial composto por

representantes de cerca de trinta organismos públicos.

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