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2015
atividade profissional e da imitação e emulação de práticas de outros países.
A emergência de novos desafios associados quer à agenda europeia quer a agendas globais
intensifica algumas das tensões anteriormente identificadas e suscita novas tensões. A
exposição a agendas supranacionais acentuou-se com a adesão de Portugal à então
Comunidade Económica Europeia (1986), mas o trânsito de ideias e pessoas tem vindo a
aumentar de forma muito significativa nos últimos anos, acompanhando a crescente
internacionalização do país e o maior desenvolvimento e cosmopolitismo da sociedade
portuguesa. Também no domínio específico do ordenamento do território se acentuam a
mobilidade, as parcerias e as redes europeias e transcontinentais de intercâmbio e
cooperação. Membros da comunidade académica, governantes e decisores políticos das
autarquias locais, dirigentes e técnicos dos vários níveis da administração, especialistas e
consultores, asseguram a circulação, coprodução e adoção de perspetivas, práticas e
conceitos inovadores. Isto significa que o domínio do ordenamento do território em Portugal
está hoje exposto a um número maior e mais diversificado de fontes de informação e de
conhecimento, tanto no contexto da União Europeia como para além dela.
Esta maior abertura ao exterior tem efeitos simultaneamente unificadores e fragmentadores
em relação à comunidade de especialistas e praticantes de ordenamento do território. Por
um lado, prosseguem, para além do efeito-EDEC (1999) e posteriores réplicas em torno do
conceito de coesão territorial (CEC, 2008) e da Agenda Territorial 2020 (Presidência Húngara
da Comissão Europeia, 2011), processos óbvios de integração e harmonização através da
adoção, voluntária ou obrigatória, de terminologias, visões, regras e práticas comuns, como
os domínios anteriormente referidos do ordenamento do espaço marítimo e das estratégias
de adaptação às alterações climáticas bem ilustram. Por outro lado, a ocorrência de
processos como a polarização por agendas temáticas externas ao ordenamento do território
mas com implicações neste domínio (economia verde, economia circular, etc.), a captura de
partes da política de ordenamento do território por políticas ´fortes` ou o alinhamento
acrítico das prioridades das associações profissionais portuguesas com as agendas das
respetivas associações internacionais, poderá contribuir para que subconjuntos disciplinares
ou temáticos da atual comunidade de ordenamento do território desenvolvam relações
privilegiadas com outras comunidades em detrimento das ligações internas. A emergência
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