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2015

integração entre os sistemas de planeamento de incidência terrestre e marítima a favor de

um desenvolvimento sustentável e harmonioso do

continuum

terra - mar.

A introdução de novos temas transversais a várias políticas públicas

De forma idêntica ao que ocorreu com o ordenamento do espaço marítimo, a introdução do

tema alterações climáticas no domínio do ordenamento do território reflete a influência das

agendas políticas internacionais e comunitárias. Mas, ao contrário do caso anterior, vários

fatores contribuíram para que neste caso tenha ocorrido uma maior apropriação do tema

pelas comunidades políticas e técnicas associadas ao domínio do ordenamento do território.

A relação entre alterações climáticas e ordenamento do território ganha relevância com a

emergência da componente de adaptação. O tema das alterações climáticas em Portugal é

relativamente recente e durante uma primeira fase foi polarizado pelas estratégias de

mitigação e por visões setoriais, mesmo nos primeiros Planos de Ação de nível municipal

(Almada, Cascais, Sintra). A emergência da relação entre adaptação às alterações climáticas

e ordenamento do território vai resultar de esforços convergentes por parte de entidades

públicas dos domínios do ordenamento do território e do ambiente. Em 2007, o Programa

Nacional da Política de Ordenamento do Território (Assembleia da República, 2007) leva em

consideração o Programa Nacional para as Alterações Climáticas (Presidência do Conselho

de Ministros, 2006) e inclui como um dos seus objetivos estratégicos “prosseguir a política

sustentada para as alterações climáticas”. A Estratégia Nacional para a Gestão Integrada da

Zona Costeira (Presidência do Conselho de Ministros, 2009), da responsabilidade da tutela

do ordenamento do território, atribui grande relevância à componente de adaptação às

alterações climáticas. Simetricamente, a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações

Climáticas (Presidência do Conselho de Ministros, 2010), coordenada pela Agência

Portuguesa do Ambiente, define o ordenamento do território e as cidades como o primeiro

dos nove setores estratégicos de intervenção. Ao nível das autoridades nacionais do

ordenamento do território e do ambiente, umas vezes em colaboração e outras de forma

paralela, vai-se forjando o cruzamento entre adaptação às alterações climáticas e

ordenamento do território.

Em 2014 é lançado, por iniciativa do Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e

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