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2015
da repercussão positiva da deficiência, comportamentos como, por exemplo:
depressão, retraimento social, baixa autoestima, pobre relacionamento interpessoal e
intolerância também poderão ser observados (Messa; Fiamenghi Júnior, 2010; Nunes;
Aiello, 2008; Fiamenghi Júnior, Messa, 2007).
Além disso, eles podem experimentar constrangimento em situações com outras
crianças quando perguntados sobre a condição clínica, diferenças físicas e
comportamentais do irmão, o que pode repercutir no seu aproveitamento escolar e
nas interações com outras pessoas; confusão por não serem suficientemente
informados sobre as condições do irmão, gerando neles um sentimento de exclusão
tanto dos pais como da equipe de saúde; solidão e ressentimento por se sentirem
negligenciados pelos pais. Estas crianças podem também revelar culpa ao realizar
atividades que o irmão com deficiência não conseguiria, além de sentirem a
responsabilidade velada de cuidar do deficiente na vida adulta ou na ausência dos pais.
Por se sentirem impotentes, muitas vezes os irmãos podem tornar-se mais distantes,
passando uma falsa impressão de desafeto e de descaso (Sá, 2005; Cavicchioli, 2005;
Ardore; Regen; Hoffman, 1988).
“...quando ele nasceu que a gente viu que ele não era, que ele era
deficiente, eu não sabia direito o que era, não conseguia
entender, minha mãe no começo acho que não sabia explicar
também direito, ele chegou lá em casa, não sabia muito que
fazer, mas, você vai crescendo e vai se adaptando a vida dele
né?” (Clara)
“...eu não conseguia entender tanto movimento, tanta mudança
de localização, porque por exemplo, eu morava em Goiás, ai a
gente veio para o interior, do interior minha mãe, veio para aqui
pra Salvador, de Salvador os médicos indicaram minha mãe pra
minha mãe ir pro Rio de Janeiro, aí do Rio de Janeiro minha
mãe voltou pro interior, então... começou essa correria e eu não
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