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2015

Há maneiras de se entender a deficiência. No modelo biomédico, a matriz de

interpretação é a normalidade e a deficiência. A grande questão do modelo biomédico

é o fato de centrar-se no corpo individual como o “problema”, colocando o ônus da

exclusão na pessoa com deficiência tirando da sociedade sua responsabilidade

(Pereira, 2008). Já no modelo social da deficiência, entendemos a deficiência como

“...um conceito complexo que reconhece o corpo com lesão, mas que também

denuncia a estrutura social que oprime a pessoa deficiente” (Diniz, 2007, p.09). Seu

enfoque é na sociedade como geradora de deficiência, por excluir em diversos níveis

as pessoas com deficiência (Pereira, 2008). Esse modelo trás uma mudança na forma

em como a deficiência é pensada (Mendonça Neto; Chaveiro, 2010; Diniz; Barbosa;

Santos, 2009; Pereira, 2008; Santos, 2008; Diniz, 2007).

A deficiência surpreende, desorganiza e o preconceito que a acompanha afeta não

somente as pessoas com deficiência, mas também suas famílias e seu grupo social.

Relacionar-se com uma pessoa com deficiência depende das concepções prévias que

se tem sobre a deficiência, sendo o estigma

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uma categoria central, podendo interferir

na dinâmica das interações sociais, exacerbando as consequências da deficiência. Por

apresentar características pouco conhecidas, a deficiência causa ao leigo sentimento

de estranheza (Martins; Barsaglini, 2011; Mendonça Neto; Chaveiro, 2010; Pereira,

2008; Carvalho-Freitas, 2007; Silva, 2006).

2.2 Sobre a fratria...

A família constitui um dos fundamentos da sociedade. Com uma diversidade de

configurações, está presente, de algum modo, em todas as sociedades conhecidas, nas

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Estigma aqui entendido segundo Goffman como, “evidências de que ele tem um atributo que o torna

diferente de outros que se encontram numa categoria em que pudesse ser incluído, sendo, até, de uma

espécie menos desejável [...]. Assim deixamos de considerá-la criatura comum e total, reduzindo-a a

uma pessoa estragada e diminuída

. [...]”

(Goffman, 1988, p. 12).

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