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2015
Introdução
O presente trabalho insere-se na área de estudo relativa à família e deficiência,
abordando o impacto que a presença de uma pessoa com deficiência física poderá
causar na família, mais especificamente nas relações fraternas. Embora a maioria das
pessoas viva um tempo consideravelmente grande da sua vida convivendo ou em
contato com os irmãos, pouco se tem estudado sobre o relacionamento da pessoa
com deficiência com o seu irmão com desenvolvimento típico, embora este tenha sido
descrito na literatura como o elemento da família mais esquecido e o mais vulnerável
emocionalmente (Bellin; Rice, 2009).
Irmãos têm a mesma genealogia, convivem em uma mesma família, e
compartilham a mesma herança cultural, e os mesmos pais, sendo muito
importantes uns para os outros na construção da sua personalidade
.
Basicamente,
servem para brincar, mas também, ajudam-se mutuamente, aceitam-se, atritam-se,
co-habitam, têm vínculos que permanecem e que se somam ao dos pais. Com os
irmãos experimenta-se a socialização antes de vivenciá-la com o outro estranho.
Ainda que momentaneamente entrem em conflitos, são as companhias com as
quais se pode contar sempre. Os irmãos constituem referências sólidas, alianças de
afeto e de cumplicidade mais estáveis que as estabelecidas com os adultos. Podem
ensinar, conversar e cuidar, serem cúmplices, figuras de apego ao longo de todo o
desenvolvimento humano. Fatores como o acesso de um irmão ao outro, a idade
deles e o sexo também podem estar relacionados à qualidade do vínculo fraterno,
mas, o que caracteriza a irmandade é o sentido de continuidade no tempo e o de
confiança (Kehl, 2003 apud Rabinovich; Moreira, 2008; Goldsmid; Féres-Carneiro,
2007; Oliveira, 2006).
O estresse é parte natural de qualquer ambiente familiar, e os irmãos da criança com
deficiência podem estar expostos a demandas excessivas que se propagam por outros
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