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2015

das componentes de resistência, acomodação e transformação por parte dos diversos atores

envolvidos e, sobretudo, na importância atribuída, por opção ou inação, à política de

ordenamento do território pelos decisores políticos, tanto ao nível dos governos (nacional e

das regiões autónomas) como das autarquias locais e da União Europeia. Serão eles, mais do

que a academia, os consultores, os dirigentes e técnicos da administração, os agentes

económicos ou a opinião pública, quem decidirá, no essencial, o futuro do ordenamento do

território como política pública.

Ao nível do Governo, as opções políticas parecem poder oscilar entre dois extremos. Por um

lado, uma visão sobretudo reguladora, cabendo nesse caso à política de ordenamento do

território uma posição subalterna no contexto do Ministério do Ambiente. Por outro, uma

perspetiva mais estratégica e dotada de maior autonomia, orientada para a coordenação de

políticas de desenvolvimento territorial ao nível regional e urbano, mais alinhada com a

política de coesão europeia e inserida na orgânica do Primeiro-Ministro. Ambas as posições

têm defensores e detratores no seio da comunidade do ordenamento do território. Também

os vários

stakeholders

se dividem quanto a esta questão. Independentemente da solução

político-institucional vencedora, é muito provável que a visão reguladora continue a ter um

peso significativo à escala local (municípios), que a perspetiva estratégica ganhe importância

nas escalas intermédias (NUT III, NUT II, regiões funcionais e principais cidades) e que ambas

estejam presentes nas políticas nacionais (Governo), ainda que com pesos relativos distintos,

conforme as opões políticas prevalecentes, e variáveis, de acordo com o domínio de

intervenção.

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