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2017

1896, que concluiu que a duplicação da concentração de CO

2

na atmosfera provocaria um aumento de

temperatura entre 5 e 6

o

C.

Arrhenius foi o primeiro a fazer uma avaliação do impacto à escala global das

emissões de dióxido de carbono (CO

2

) provocadas pela combustão de carvão,

(...) porém não manifestou qualquer preocupação com a conclusão a que chegou.

(Santos, 2012, p. 28)

A relação clima e atividades humanas reaparece em 1938 quando o engenheiro Guy Stewart

Callendar apresenta uma comunicação na

Royal Meteorological Society

de Londres, com base em

análise de séries de temperatura obtidas em mais de 200 estações meteorológicas espalhadas pelo

mundo e em observações de recuos de glaciares das montanhas. Ele afirma que:

O aumento da temperatura média global observado desde o início do século XX

era resultante das emissões de CO

2

para a atmosfera provocadas pela combustão

dos combustíveis fósseis

(Santos, 2007, p. 49)

O tópico emissão de combustíveis fósseis e aumento de temperatura foi retomado em 1950

com o físico Gilbert Plass nos Estados Unidos que, ao estudar a absorção da radiação infravermelha pelo

CO

2

, concluiu que o aumento da sua concentração provoca aumento da temperatura na troposfera

como forma de repor o equilíbrio radiativo, o que eleva a temperatura média global da Terra à

superfície. A conclusão de Plass foi reforçada pelas descobertas do químico Hans Suess e do

oceanógrafo Roger Revelle que, juntos, em 1957, publicaram artigo com as medições da taxa de

dissolução de CO

2

atmosférico nos oceanos por meio do carbono-14 (

14

C).

(...) a acumulação do CO

2

antropogénico na atmosfera se poderá tornar

significativa nas décadas futuras se continuar o aumento exponencial da

combustão industrial dos combustíveis fósseis.

(Santos, 2007, p. 50)

Um marco para os estudos científicos da Ciência das Alterações Climáticas é o Ano Geofísico

Internacional que ocorreu em 1957-1958, com o apoio dos Estados Unidos e da antiga União Soviética.

Os cientistas Suess e Revelle conseguiram os recursos necessários para financiar medições de alta

precisão a respeito da concentração atmosférica de CO

2

. O químico Charles Keeling, do

California

Institute of Technology

, Estados Unidos, responsável pela utilização dos recursos financeiros, construiu

dois instrumentos que foram colocados em regiões remotas sem fontes próximas de emissão de CO

2

: a

Antártica e a montanha vulcânica de Mauna Loa, no Havaí, com o objetivo de medir a concentração

média global da atmosfera.

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