ICS Policy Brief 2020 - Observatório Permanente da Juventude
3 Grau de urbanização (DEGURBA) : Tipologia territo- rial, adotada pelo Eurostat (Gabinete de Estatísticas da União Europeia), que agrupa as unidades administrativas dos Estados Membros de acordo com critérios de den- sidade populacional e contiguidade geográfica, classifi- cando-as em três tipos de áreas: Cidades: Áreas predominantemente urbanas e densa- mente povoadas, como as cidades ou grandes áreas urbanas. Vilas e subúrbios: Áreas medianamente urbanas e medianamente povoadas, como vilas e subúrbios ou pequenas áreas urbanas. Áreas rurais: Áreas predominantemente rurais e pouco povoadas. A denominação de área urbana resulta da agregação entre cidades e vilas e subúrbios. «Zonas rurais» Comunidades administrativas locais situadas fora dos aglomerados urbanos, que se carac- terizam, na sua maioria, por uma menor densidade populacional, uma imagem sociogeográfica e cultural específica, proximidade de recursos naturais e, por con- seguinte, perspetivas económicas diferentes e, simul- taneamente, comprovadas necessidades de melhoria de serviços especificamente destinados aos jovens e à população em geral. (União Europeia, 2017) NEEF – Nem em Educação, Educação ou Formação Indicador estatístico que tem como base dois critérios: jovens que não estejam empregados, seja porque se encontram desempregados, seja porque são economicamente inativos; e que, simultaneamente, não estejam a estudar ou frequentar alguma formação. SER JOVEM EM CONDIÇÃO NEEF EM ÁREAS RURAIS Em si mesmo, o processo de transição entre as dife- rentes etapas da trajetória de um jovem constitui um momento crítico que exige amobilização, não só de capi- tal social e económico, como de um conjunto de compe- tências escolares e sociais (Thomson, 2010). A crise eco- nómica e financeira que assolou a Europa a partir de 2008 complexificou ainda mais este processo de transi- ção para a vida adulta, colocando os jovens num maior risco de exclusão do mercado de emprego. E, embora uma análise longitudinal da última década (2009-2019) permita verificar uma aparente recuperação a partir de 2015, ainda se faz sentir o impacto da crise em alguns indicadores estatísticos para o emprego jovem. Em publicações anteriores (Ferreira et al, 2017; Ferreira & Vieira, 2018) já tinha ficado evidenciado como o mercado de trabalho português apresenta uma série de condições estruturais que torna os jovens par- ticularmente vulneráveis às flutuações conjunturais, nomeadamente as decorrentes dos ciclos económicos, colocando-os em particular desvantagem (Chevalier, 2015), visível pelo aumento exponencial das taxas de desemprego jovem e, em particular, dos jovens em con- dição NEEF. O OPJ é parceiro numa COST Action em curso (2019-2023) que conta com a participação de cerca de 30 países europeus, sob coordenação de Fran- cisco Simões, investigador no CIS-IUL - Centro de Investigação e de Intervenção Social do Instituto Universitário de Lisboa. A ação visa a criação de uma Rede Europeia multidisciplinar - Rural NEETs’ Youth Network (RNYN) que pretende desenvolver um modelo de compreensão dos riscos de exclu- são dos jovens em condição NEEF em meios rurais, com base num modelo bioecológico. A ação com- preende dois grupos de trabalho: WG1- Knowledge exchange and networking, para partilha de conhe- cimento científico sobre jovens em condição NEEF em meios rurais; WG2- Methodological research tools and intervention best-practices, para mapear e sugerir boas práticas de intervenção com jovens em meios rurais. A ação COST pretende ainda criar um observatório online de acesso aberto para partilha de dados e investigação, ferramentas metodológicas e boas práticas sobre jovens em condição NEEF em meios rurais. rnyobservatory.eu Cost Action CA 18213: Rural NEET Youth Network: Modeling the risks underlying rural NEETs Social exclusion
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