Relatório OFAP 2020
88 estes valores, inferiores ao salário mínimo em 2018 (580€), serem referentes a subsídios parentais sociais. A utilização da duração máxima da licença representa um mês adicional do benefício a que têm direito. Por exemplo, estando estas famílias a usufruir de subsídio desemprego, que é interrompido para receberem o subsídio parental, a partilha acrescentará um mês de potenciais benefícios. Há, depois, um conjunto de trabalhadores que têm um vencimento mensal acima dos 531 euros e abaixo dos 1700, cuja opção pela partilha não é frequente, o que pode dever-se a situações de maior instabilidade profissional. Por fim, os trabalhadores com mais rendimentos também apresentam menos processamentos em 2018. Por um lado, o número de beneficiários com rendimentos muito altos em idade fértil é só por si mais reduzido, por outro, estes são trabalhadores que se encontram em situações profissionais que ou lhes permitem maior acesso a flexibilidade de horários e de teletrabalho, ou, noutros casos, têm uma situação hierárquica em que o grau de responsabilidade lhes dificulta a ausência do emprego durante um mês. Licença Parental Alargada Embora ainda com uma expressão reduzida face ao número total de licenças, as licenças alargadas têm tido uma adesão crescente (figura 3.13). Numa análise por sexo, percebemos que as mães têm sido quem mais tem requerido este tipo de licença (90,4% em 2018), numa tendência que acompanha a do crescimento do número de licenças alargadas. Os requerimentos deste tipo de licença por pais, homens, embora com um crescimento face a 2012, tem tido uma evolução positiva menos acentuada.
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