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6 relação a Mmédio=4.45 e Mbaixo=3.91 em 2006); em Portugal, é o grupo de inquiridos com níveis de escolaridade mais baixos que se destacam por apresentar níveis de aceitação significativa- mente inferiores aos dos outros grupos (Mbaixo =3.26 em rela- ção a Mmédio=4.71 e Malto=5.49 em 2008). Figura 9. Nível médio de aceitação social da homossexualidade, por nível de escolaridade ao longo do tempo (escala de 1-nunca se justifica a 10- sempre se justifica) - Brasil e Portugal, início e final dos anos 90 e final dos anos 2000 2,78 3,91 3,32 4,45 3,96 5,47 1 2 3 4 5 6 final dos anos 90 final dos anos 2000 Brasil 2,75 3,26 3,86 4,71 4,54 5,49 1 2 3 4 5 6 final dos anos 90 final dos anos 2000 Portugal básico secundário superior básico secundário superior Figura 10. Percentagem de inquiridos que mencionaram não querer ter homossexuais como vizinhos, por nível de escolaridade - Brasil e Portugal, início e final dos anos 90 e final dos anos 2000 Figura 10 31,9 19,7 14,9 32 13,6 14,5 30 24,3 18,3 25,8 15,8 13,7 0 20 40 60 80 100 baixo médio alto baixo médio alto final dos anos 90 final dos anos 2000 portugal brasil O mesmo acontece com a perceção da distância social. Nos dois países, é no grupo de indivíduos com níveis de escolari- dade mais baixos que encontramos uma sobrerrepresentação de inquiridos que reportam não querer ter homossexuais como vizinhos. No Brasil, houve uma queda subtil nas percentagens de inquiridos com atitudes homofóbicas em função da escolari- dade. Se no final dos anos 90, observamos que 30% de inquiridos dentro do grupo com níveis de escolaridade mais baixos rejei- tava a ideia de ter “homossexuais” como vizinhos, no final dos anos 90, essa percentagem reduziu para 26%. A queda é, ainda assim, um pouco mais acentuada no grupo de inquiridos com níveis de escolaridade intermédios e superiores. Em Portugal, a distribuição por nível de escolaridade no final dos anos 90 e no final dos anos 2000 é muito semelhante, com 32% dos indivíduos com níveis de escolaridade mais baixos a reportar não querer ter homossexuais como vizinhos nos dois períodos. 3. O papel das atitudes face aos modelos culturais de família As atitudes sociais face à homossexualidade estão fortemen- te associadas às representações que os indivíduos detêm em relação ao ideal de família e à diversidade de modelos fami- liares. O papel dos modelos culturais de família são sobretu- do influentes nas atitudes face ao reconhecimento dos direitos legais, de homens e mulheres homossexuais, à conjugalidade e à parentalidade Por conseguinte, analisámos de que modo os indi- cadores de aceitação social da homossexualidade e de perceção Globalmente, a evolução da aceitação social da homossexuali- dade em função da religiosidade nos dois países é a mesma, no sentido em que os inquiridos que se consideram pessoas religio- sas apresentam níveis médios de aceitação da homossexualida- de inferiores aos dos inquiridos que não se consideram pessoas religiosas. Contudo, à semelhança do que verificámos para os efeitos da idade na variação deste indicador, a clivagem entre as pessoas religiosas e não religiosas é muito mais vincada em Por- tugal do que no Brasil, especialmente no final dos anos 2000. Se no início e no final da década de 90, os portugueses que se consi- deravam como pessoas religiosas e aqueles que não se considera- vam como pessoas religiosas diferiam de forma menos contras- tada. Em 2008, os inquiridos autoconsiderados como religiosos apresentavam níveis médios de aceitação da homossexualidade muito inferiores aos inquiridos autoconsiderados como não reli- giosos (M=3.40 face a M=5.08). Já no Brasil, no final da década de 2000, os inquiridos que se consideravam como pessoas religio- sas apresentaram níveis médios de aceitação social mais próxi- mos (4.24 face a um nível médio de 4.71). Figura 8. Percentagem de inquiridos que mencionaram não querer ter homossexuais como vizinhos, por nível de religiosidade - Brasil e Portugal, início e final dos anos 90 e final dos anos 2000 Figura 8. 53,9 46,9 27,2 14,9 29,2 20,4 31,2 24,1 25,7 27,7 21 25,5 0 20 40 60 80 100 religiosa não religiosa religiosa não religiosa religiosa não religiosa início 90 final dos anos 90 final dos anos 2000 portugal brasil As diferenças na percentagem de inquiridos que reportam atitudes mais homofóbicas entre o grupo de pessoas religiosas e não religiosas são mais discretas. No Brasil, a percentagem de inquiridos, religiosos ou não, que reportaram preferir não ter homossexuais como vizinhos foi sempre muito constante ao longo do tempo. No final da década de 2000, entre os inquiri- dos brasileiros autoconsiderados como religiosos, 21% rejeitava a ideia de ter homossexuais como vizinhos face a 26% entre os inquiridos não religiosos. Em Portugal, no mesmo período, tam- bém as percentagens são muito semelhantes: 29% dos inquiri- dos considerados como religiosos reportam não querer homos- sexuais como vizinhos contra 21% dos inquiridos com a mesma opinião entre o grupo de não religiosos. 2.4. Escolaridade A escolaridade, enquanto indicador de capitais culturais e de diferenciação social dos indivíduos, é também um fator chave na evolução atitudinal face à homossexualidade. Globalmente, o padrão de aceitação da homossexualidade segundo o nível de escolaridade é o mesmo nos dois países. Os inquiridos com um nível de escolaridade superior apresentam um nível de aceitação social da homossexualidade mais elevado (acima do nível 5 nos dois países no final dos anos 2000), segui- dos dos inquiridos com níveis intermédios e baixos de escolari- dade. Se no Brasil, o contraste é sobretudo em relação aos inqui- ridos com um nível de escolaridade superior (Malto=5.47 em
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