Relatório OFAP 2016-2017

72 Gráfico 11 - Taxa de cobertura de creches e amas (0-2 anos)* - Portugal, 2008-2017 * Pode incluir crianças com 3 anos de idade; no universo de crianças a frequentar esta reposta cerca de 3% tinha 3 anos de idade, de acordo com os dados da Carta Social de 2017. Fonte: Elaboração própria a partir dos dados disponibilizados nos Relatórios da Carta Social, disponíveis em: http://www.cartasocial.pt/relatorios.php. Também é importante registar que a taxa de cobertura média não reflete as assimetrias que continuam a observar-se nos vários distritos e respetivos concelhos. A oferta nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto continua abaixo das necessidades das famílias. Os distritos de Lisboa, Porto e Setúbal continuam a ter taxas de cobertura inferiores à média nacional; nos respetivos concelhos as taxas de cobertura podem ser inferiores a 33% ou situar-se entre os 33,1% e 49,1% (Carta Social 2017). Numa análise por setor lucrativo e não lucrativo , observa-se que no total dos equipamentos existentes no Continente, 26% são de entidades privadas lucrativas e os restantes 74% são de instituições privadas de solidariedade social. No entanto, em Lisboa (44%), Porto (34%) e Setúbal (43%), a percentagem de equipamentos de entidades lucrativas é superior à média nacional (Carta Social 2016). No que diz respeito à taxa de utilização das creches , regista-se uma subida, tanto em 2016 como em 2017 (84%), depois da tendência de decréscimo entre 2006 e 2015 (ano em que registou 80,6%). O acréscimo está em sintonia com o aumento da população residente no escalão etário 0-3 anos, desde 2016. Quanto ao tempo de permanência das crianças em creche , de acordo com o Relatório da Carta Social 2017, 45% das crianças aí permanece até oito horas por dia, enquanto 46% registam uma frequência média de oito a dez horas diárias, sendo 9% as 30,2 35,1 51,1 49,1 0 10 20 30 40 50 60 70 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 Meta de Barcelona = 33%

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