Relatório OFAP 2016-2017
18 “imposições comunitárias” que não permitem a opção por um cartão de compras, modelo já praticado por algumas instituições em parceria com as grandes superfícies da área alimentar 11 . Para o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) a substituição das cantinas pela distribuição de cabazes de alimentos é uma medida “mais dignificante”. No entanto, considera que “as cantinas sociais continuarão a ser uma resposta para quem não tem condições para fazer a própria refeição”, embora concorde que a estratégia anterior "era um programa de emergência, situado no tempo, não era para se eternizar". 12 Não obstante, as IPSS ressentiram-se pelo facto de não terem participado no Relatório sobre o Programa de Emergência Alimentar . Afirmam que os protocolos com a segurança social foram reduzidos “de um dia para o outro” e que o novo programa “tardou em chegar ao terreno” . 13 11 Notícia publicada no jornal Público, em 27 de agosto de 2017, disponível em: https://www.publico.pt/2017/08/27/sociedade/noticia/alimentos-para-carenciados-chegam-em-setembro-mas-governo- discorda-do-modelo-europeu-1783337 12 Notícia publicada no jornal Público em 24 de janeiro de 2017; disponível em: https://www.publico.pt/2017/01/24/sociedade/noticia/distribuir-cabazes-de-alimentos-em-vez-de-refeicoes-ja-feitas-e- mais-dignificante-1759469 13 De acordo com notícia publicada no jornal da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) “Solidariedade” nº 224, em dezembro de 2017, esta entidade lamenta que o Relatório sobre o Programa de Emergência Alimentar não tivesse o seu contributo (uma vez que também foram as suas IPSS que desenvolveram esse programa no terreno e em proximidade com os destinatários), afirmando ter desconhecido a sua realização e só ter ficado a par dos resultados através da comunicação social; na mesma publicação chamamos igualmente a atenção para uma outra notícia cujo título é: “Entre 2014 e 2016 aumentou muito o número de utentes de IPSS que esteve sem comer durante um dia inteiro”. Esta notícia divulga dados de um estudo realizado pelo Centro de Sondagens da Universidade Católica em parceria com o Banco Alimentar Contra a Fome e a Entreajuda, segundo os quais “o número de pessoas assistidas por instituições que esteve “uma vez ou outra” sem comer durante um dia inteiro “aumentou de forma significativa” entre 2014 e 2016, passando de 18% para 26%”; disponível em: http://www.solidariedade.pt/site/detalhe/12897.
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