ICS Portugal Social em Mudança 2015
Nascimentos fora do casamento O declínio e o adiamento da fecundidade não são comportamentos demográficos recentes na sociedade portuguesa. Fonte: Eurostat nados-vivos fora do casamento (total) nados-vivos fora do casamento com coabitação dos pais nados-vivos fora do casamento sem coabitação dos pais um ISF baixo, entre 1,50 e 1,69, ou mesmo muito baixo, entre 1,30 e 1,49 (Figura 3.6). O primeiro grupo reunia os países bálticos, o Luxemburgo, a Eslovénia, os Países Baixos e ainda, com 1,67, a Dinamarca. O segundo grupo reunia o conjunto mais alargado de países, onze ao todo, da Europa do Sul e Sudeste, Central e de Leste. No extremo oposto, com níveis de fecundidade relativamente elevados (se bem que abaixo do valor de 2,1 necessário para a reposição natural das gerações), estavam a França e a Irlanda. Com níveis moderados, entre 1,70 e 1,89, estavam a Suécia, a Finlândia, o Reino Unido e a Bélgica. Outro indicador importante na análise da evolução da família diz respeito aos nascimentos fora do casamento. Trata-se de um indicador que abarca duas realidades distintas: a da informalização da vida em casal, ocorrendo os nascimentos em casais coabitantes (uniões de facto); e a das mães sós, mulheres em regra mais jovens que têm filhos fora de uma relação de coabitação. No período em análise, os nascimentos fora do casamento mais do que duplicaram, representando em 2014 metade do total de nascimentos ocorridos nesse ano (Figura 3.7). Por outro lado, há que sublinhar que as duas realidades têm vindo a crescer, se bem que a ritmos diferenciados a partir de 2010: os nascimentos com coabitação dos pais desaceleraram o ritmo, sucedendo o oposto com os nascimentos sem coabitação dos pais, que praticamente triplicaram entre 2000 e 2014. Sendo esta tendência acompanhada pelo adiamento da fecundidade e pela forte diminuição dos nascimentos em mulheres em idades mais jovens, importa conhecer o impacto que a crise poderá estar a ter neste fenómeno, nomeadamente por via da emigração (masculina) e do difícil acesso à habitação por parte dos casais. 2000 2014 10 20 30 0 40 50 Fonte: Pordata/INE - Estatísticas de Nados-Vivos Figura 3.7 Nascimentos fora do casamento, total, com e sem coabitação dos pais, em Portugal, 2000-2014 (%) 22,2 16,8 5,4 5,8 9,2 15,8 23,2 32,0 33,6 29,1 41,3 49,3 Figura 3.8 Nascimentos fora do casamento, total, Europa, 2012 (%) PT ES FR BE LU NL DK FI IT DE CZ AT SI HU SK IE 0 400Km UK EE LV LT PL EL BG RO HR SE 0 - 15,0 15,1 - 30,0 30,1 - 45,0 45,1 - 60,0 35 CY
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