ICS Portugal Social em Mudança 2015

Fecundidade Fonte: Pordata/INE - Estatísticas de Nados-Vivos e estimativas anuais de População Residente 2000 2014 1,10 1,20 1,30 1,00 ISF Idade média da mãe 1,40 1,50 1,60 31 30 29 28 27 26 25 Apesar da evolução significativa das famílias monoparentais no período em análise, em 2011 Portugal pertencia ao grupo de países com a proporção mais baixa deste tipo de famílias (com filhos menores de 25 anos), juntamente com França, Alemanha, Itália, Grécia, Bulgária, Lituânia e Finlândia (Figura 3.4). Uma incidência mais elevada, entre 13% e 17%, reunia cinco países: Estónia, Polónia, República Checa, Croácia e Bélgica. Já a Letónia, isoladamente, destacava-se pela incidência particular- mente elevada de famílias monoparentais (20%), o que poderá estar associado à alta divorcialidade no país (ver Figura 3.10 ). O declínio e o adiamento da fecundidade não são comporta- mentos demográficos recentes na sociedade portuguesa. O índice sintético de fecundidade (ISF) está em queda desde o início da década de setenta do século XX, apesar de oscilações pontuais sem impacto significativo na tendência; e a idade média da mulher ao nascimento do primeiro filho está a aumentar de forma ininterrupta desde meados dos anos oitenta (Cunha, 2014). Embora reflitam já tendências duradouras, importa mesmo assim conhecer a sua evolução recente (Figura 3.5). Entre 2000 e 2013, o ISF caiu de 1,55 para 1,21, o valor mais baixo de sempre. Se em 2014 o indicador registou um aumento de duas centésimas, tal não permite falar em recuperação nem mitiga o impacto destes níveis de fecundidade muito baixos no volume e na estrutura da população. Como se sabe, níveis de fecundidade abaixo de 1,30 ( lowest-low fertility ) aceleram os processos de envelhecimento e de declínio demográficos e dificultam a recuperação dos nascimentos (Rosa, 2012), tendo Portugal atingido esse patamar em 2012. Estes desenvolvimen- tos do ISF não podem ser desligados do expressivo adiamento da maternidade, pois a idade média da mulher ao nascimento do primeiro filho aumentou quase cinco anos no período em análise, atingindo os 30 anos em 2014. Estes dados não podem ser dissociados da crise, que parece ter acelerado o declínio da fecundidade entre 2010 e 2013 em virtude da drástica redução dos nascimentos que ocorreu neste período.Os baixos níveis de fecundidade são uma realidade à escala europeia. Se Portugal registava, em 2013, o ISF mais baixo no contexto da UE28, e se situava com Espanha e Polónia no grupo restrito de países de fecundidade lowest-low , a maioria dos países registava, então, Figura 3.5 Índice sintético de fecundidade (ISF) e idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho, Portugal, 2000-2014 Fonte: Eurostat Figura 3. 6 Índice sintético de fecundidade (ISF), Europa, 2013 PT ES FR BE LU NL DK FI IT DE CZ AT SI HU SK IE 0 - 1,28 1,29 - 1,50 1,51 - 1,70 1,71 - 1,90 1,91 - 2,00 0 400Km UK EE LV LT PL EL BG RO HR SE 34 CY

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