PolicyBrief_MarianaLiz_25_Jan_2022

Muitas destas associações e iniciativas recebem apoio público através do ICA. Coordenar o financiamento público nesta área pode ser uma linha do plano estratégico a desenvolver pela nova estrutura do PNC. Sendo possível ao PNC atribuir financiamento, e/ou estabelecer parcerias coerentes e de longo termo com entidades privadas, o projeto poderia, com base no seu conhecimento das escolas e territórios onde se inserem, saber que atividades podem ser ajustadas a cada realidade, e como se podem complementar com as iniciativas já desenvolvidas no âmbito do projeto. O PNC poderia ainda articular-se com a Cinemateca Júnior, bem como com os vários projetos que a Cinemateca já integra ou poderá vir a integrar, evitando assim a duplicação de recursos e ferramentas tecnológicas na educação para o cinema em Portugal. Será importante fazer um levantamento exaustivo destas iniciativas, que remetem desde logo para os futuros parceiros de um novo PNC, bem como para quem pode contribuir para o desenho de uma nova estratégia a nível nacional. Isto para além de um número crescente de investigadores que têm estudado estas e outras iniciativas. 10 10 Ver, por exemplo: Lobo, G. ‘Formação de Público para o Cinema’, Dissertação de Mestrado, Universidade do Algarve, 1999; Reia- Baptista, V., A. Burn, M. Reid, M. Cannon. ‘Screening Literacy: Reflecting on Models of Film Education in Europe’, Revista Latina de Comunicación Social , 69 (2014), pp. 354-365; Moreira, C. ‘O Cinema chega às Escolas: a importância do Plano Nacional de Cinema’, Dissertação de Mestrado, Universidade da Beira Interior, 2017. Ana Isabel Soares, Raquel Pacheco, e outros investigadores do CIAC - Centro de Investigação em Artes e Comunicação e da Universidade do Algarve têm igualmente desenvolvido trabalhos sobre o tema. Precisamente porque há cada vez mais iniciativas nesta área, é cada vez mais necessário ter uma visão de conjunto do que se faz em Portugal e na Europa. 10

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