Relatório OFAP 2016-2017

39 idade representam 13,8% do total de beneficiários em 2017 (8,2% em 2010 e 10,5% em 2014); - Considerando o ano de 2016, verificamos que 67,3% dos beneficiários encontrava-se em idade ativa (18-64 anos), sem diferença relevante face ao ano anterior. Segundo o relatório da Conta da Segurança Social 2016, esta percentagem inclui situações de doença prolongada, incapacidade permanente para o trabalho ou apoio indispensável a membros do agregado familiar (todavia o relatório não as quantifica); - No total de famílias beneficiárias de RSI, 32,2% são indivíduos isolados (homens ou mulheres a viverem sozinhos), 20,3% são famílias nucleares com filhos (casal com filhos) e 17,7% são famílias monoparentais; - No que diz respeito ao valor médio da prestação mensal, em 2016 situou-se na ordem dos 111 euros por beneficiário e 252 euros por família, montantes que registam uma subida face ao período crítico de cortes: por exemplo, em 2012 estas médias situavam-se em cerca de 83 e 214 euros, respetivamente. Despesa A análise da despesa pública do Estado com o RSI (Gráfico 7) acompanha as oscilações e vulnerabilidades desta prestação. No que diz respeito aos desenvolvimentos mais recentes (2016 e 2017), observa-se um aumento da despesa após a tendência de queda desde 2011. Esta subida ligeira explica-se pela reposição de algumas medidas do período pré-crise, designadamente a escala de equivalência e o valor de referência do RSI, tal como já descrito anteriormente. Em 2017 a subida passa a refletir também o aumento do número de beneficiários. De acordo com o Relatório da Conta da Segurança Social 2016, a despesa com o RSI representa 1,1% do total da despesa do Sistema de Segurança Social. Até então, o valor máximo registado foi de 1,7% em 2009 e 2010 e o valor mínimo 0,7% em 2013 28 . 28 Relatório da Conta da Segurança Social, Parte II, Lisboa: IGFSS, pp. 361-377.

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