Portugal Social em Mudança 2019 - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Figura 3.13 « A UE deve investir mais em programas de proteção ambiental e ação climática? » Fonte: Eurobarómetro especial 91.1 (2019). Utilizando dados de outro inquérito – European Social Survey – aplicado a 18 países europeus em 2016, procurámos perceber que contextos geográficos fomentam mais a preocupação com as AC. Em geral, os países mais protegidos das intempéries atlânticas ( e.g., bálticos) e, sobretudo, os mais interiores ( e.g., República Checa) tendem a valorizar menos a questão. Em contrapartida, são os países da Península Ibérica que registam os níveis de preocupação mais elevados (Figura 3.12). Considerando os dados retrospetivamente, através de inquéritos aplicados ao longo das últimas duas décadas, verificamos, aliás, que as preocupações dos portugueses com as AC têm vindo a crescer no país, pelo menos desde 2000 (Schmidt e Delicado, 2014). A Figura 3.13 confirma a importância atribuída pela larga maioria dos europeus às AC. Numa escala em que 1 e 2 correspondem à recusa de investimento na ação climática e 3 e 4 à defesa de investimento nesse domínio, em nenhum país se chegou a uma média inferior a 2,8. Globalmente, os europeus posicionaram-se em 3,08, num panorama de consenso em que os portugueses aparecem acima da média europeia, com 3,32. No que diz respeito a uma maior aposta nas energias renováveis em detrimento das energias fósseis (Figura 3.14), as maiores dúvidas parecem acentuar-se, sobretudo, no Leste europeu, mas, globalmente, os inquiridos europeus respondem com concordância moderada, não se tendo registado nenhuma média inferior a 2,50 ou superior a 3,30. No que respeita à posição portuguesa (3,07), ela ultrapassa a média da UE (2,90). Aliás, no referido inquérito do ESS regista-se uma preferência muito claramente manifestada pela produção de energias renováveis em Portugal, com a esmagadora maioria da população a considerar que a eletricidade consumida no país deveria ser produzida com base em fontes renováveis – acima de tudo a solar (89%) e a eólica (87%), mas também a hídrica (75%). E são as gerações mais novas e mais escolarizadas que manifestam maior apoio a estas energias. Finalmente, como encaram os inquiridos a relação da ação climática com a economia? O resultado global (Figura 3.15), não é muito diferente, assumindo os inquiridos a mesma postura de concordância moderada. O que terá mudado foi a distribuição no mapa europeu. Nota-se agora a constituição de grupos geográficos, como se a decisão estivesse mais dependente de traços culturais: os países nórdicos parecem partilhar uma posição mais positiva, enquanto os chamados países bálticos são menos entusiastas. Nesta linha, Portugal assume uma posição próxima de Espanha, França e Grécia, exatamente no patamar que assumiu na questão anterior: decididamente a favor. Figura 3.14 “Deve dar-se prioridade às energias renováveis em detrimento das energias fósseis?” Fonte: Eurobarómetro especial 459 (2017). 44 PT ES CY FR BE LU NL DK FI IT DE CZ AT SI HR HU SK 0 400Km UK SE EE LV LT PL BG RO EL IE <3,00 3,00 - 3,25 3,26 - 3,50 >3,50 MT PT ES CY FR BE LU NL DK FI IT DE CZ AT SI HR HU SK 0 400Km UK SE EE LV LT PL BG RO EL IE 2,50 - 2,75 2,76 - 2,90 2,91 - 3,15 3,16 - 3,30 MT 1. Discordo totalmente 2. Discordo em parte 3. Concordo em parte 4. Concordo totalmente 1. Discordo totalmente 2. Discordo em parte 3. Concordo em parte 4. Concordo totalmente Figura 3.15 “A ação climática e a eficiência energética podem impulsionar a economia e o emprego?” Fonte: Eurobarómetro especial 459 (2017). PT ES CY FR BE LU NL DK FI IT DE CZ AT SI HR HU SK 0 400Km UK SE EE LV LT PL BG RO EL IE <2,20 - 2,75 2,76 - 3,00 3,01 - 3,15 3,16 - 3,32 MT 1. Discordo totalmente 2. Discordo em parte 3. Concordo em parte 4. Concordo totalmente

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