Portugal Social em Mudança 2019 - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Quadro 2.4 População inativa entre os 50 e os 64 anos que não procura emprego devido a responsabilidades familiares ou a cuidados (% da população inativa), por sexo, Portugal e UE28, 2010, 2013, 2015, 2017 Fonte: EUROSTAT. 15,4 10,4 2,3 16,7 11,4 2,9 17,9 12,2 3,1 TOTAL 20,6 12,3 13,2 HOMENS 4,3 -- 2,4 MULHERES 30,3 18,7 19,5 UE28 PORTUGAL UE28 PORTUGAL UE28 PORTUGAL 18,6 12,8 3,6 14,5 3,1 20,9 IV Trabalho digno e crescimento económico (ODS 8) Seja devido às orientações gerontológicas do envelhecimento ativo, seja pela necessidade de reforçar a população ativa, o prolongamento da presença no mercado de trabalho – mesmo além da reforma desde que voluntário e desejado, o que está longe de ser o caso em muitas situações – é visto como um dos principais contributos da população sénior. Neste campo, Portugal encontra-se bem mais à frente dos seus parceiros europeus, ainda que tal facto não possa ser dissociado das baixas pensões que a maioria dos portugueses aufere. Seja como for, a participação no mercado de trabalho dos portugueses entre 60 e 75 anos desceu um pouco desde o início da década, mas mantém-se acima de 15%, enquanto a média europeia é normalmente inferior a 10%. Apesar desta diferença, tem havido uma tendência de aproximação ao longo da década, tanto no que se refere aos homens como às mulheres (Figura 2.4). Questão diferente é determinar a recetividade do mercado de trabalho à integração da população mais velha. Dois indicadores dão algumas pistas nesse sentido: os inativos de 50-64 anos que não procuram emprego devido a doença ou incapacidade e os inativos do mesmo grupo etário que não procuram emprego por crerem que não há empregos disponíveis. À luz destes dois indicadores, que se analisam a seguir, o mercado de trabalho nacional, em comparação com a média europeia, parece obstaculizar mais a participação dos mais velhos. Ao longo da década, cerca de um terço dos inativos portugueses de 50-64 anos considera a doença ou a incapacidade a razão pela qual não participam no mercado de trabalho. Este valor encontra-se pelo menos 10 pontos percentuais acima da média europeia e é observável, ainda que com oscilações, tanto nos homens como nas mulheres (Quadro 2.5). 2010 2013 2015 2017 31

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