Portugal Social em Mudança 2019 - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Figura 1.5 Taxa de abandono precoce de educação e formação (% do total da população residente do mesmo escalão etário) Espanha, Irlanda, Itália, Grécia, Portugal e UE28, 2008-2018 Fontes de Dados: EUROSTAT [edat_lfse_14]; Pordata. Competências em Ciências No espaço europeu assiste-se, nas últimas décadas, a uma certa europeização das políticas educativas (Antunes, 2005), traduzida numa aproximação relativa de metas e de processos, através do convite à partilha de boas práticas. A avaliação e a monitorização dos sistemas escolares adquirem lugar central nessa aproximação, nomeadamente no que toca ao apuramento da qualidade das aprendizagens. Um dos instrumentos mais utilizados para aferir essa qualidade é o programa PISA - Programme for International Student Assessment. Desde 2000 que, de três em três anos, a OCDE lança um conjunto de testes a alunos de 15 anos em vários países do mundo para «avaliar se os alunos conseguem mobilizar as suas competências de Leitura, de Matemática ou de Ciências na resolução de situações relacionadas com o dia-a-dia» (IAVE, 2019). Para apreender o impacto da crise e da recente retoma económica nos «resultados de aprendizagem relevantes e eficazes» nos cinco países europeus analisados, foram selecionadas as pontuações obtidas nos testes de Ciências do PISA (2009, 2012 e 2015). A Figura 1.6 permite identificar dois traços importantes. Por um lado, e de uma forma geral, denota-se que, entre 2009 e 2015, os resultados em Ciências caíram, sugerindo um impacto negativo da crise económica e financeira na qualidade média da educação na Europa. Por outro lado, verificam-se ainda contrastes relevantes entre os cinco países, sugerindo possíveis impactos diferenciados da crise e da pós-crise sobre a educação e a aprendizagem. Tal como no indicador de abandono precoce, a Irlanda destaca-se por estar acima da média da UE25 em todos os ciclos de testes de Ciências. Portugal aproxima-se da Irlanda em 2015, numa trajetória de melhoria e recuperação após o retrocesso verificado em 2012, em pleno pico da crise. Contudo, é na Itália e, sobretudo, na Grécia – porventura atingida pelos acentuados cortes financeiros impostos pela Troika – que o alcance da meta de uma melhor qualidade do ensino e das aprendizagens escolares parece estar mais distante: ambos os países observam um retrocesso entre 2009 e 2015, com uma diferença: os rapazes obtêm melhores resultados na Itália e as raparigas pontuam mais na Grécia. Espanha e UE28 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 40 35 30 25 20 15 10 5 0 ES UE28 Irlanda e UE28 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 40 35 30 25 20 15 10 5 0 IE UE28 Grécia e UE28 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 40 35 30 25 20 15 10 5 0 EL UE28 Portugal e UE28 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 40 35 30 25 20 15 10 5 0 PT UE28 Itália e UE28 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 40 35 30 25 20 15 10 5 0 IT UE28

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