ICS Portugal Social em Mudança 2017 - Retratos Municipais
A análise de clusters resultou no agrupamento dos 308 municípios portugueses em quatro grupos homogéneos: Grupo 1 – Autonomia não apoiada; Grupo 2 – Autonomia reduzida, mas apoiada; Grupo 3 – Autonomia favorável; Grupo 4 – Autonomia reduzida (Figura 5.7). O Quadro 5.4 apresenta os valores médios e o desvio-padrão das variáveis utilizadas na análise de cada um dos grupos. O Grupo 1, que corresponde também ao menos numeroso, engloba apenas três municípios: Lisboa, Porto e Corvo. Comparativamente aos restantes grupos, este é um grupo de contrastes. É caracterizado pela mais baixa prevalência de incapacidades e limitações funcionais na população (4,3%-6,9%), o que significa que os residentes nestes municípios são, em média, mais autónomos em termos funcionais do que no resto do país. Contudo, relativamente às outras duas vertentes em análise, este grupo ocupa a posição mais desfavorável. A percentagem de agregados unipessoais é alta (35,6%) e uma elevada proporção de edifícios necessita de reparações (25,9%). O município do Corvo insere-se neste grupo devido ao facto de possuir pouca população e homogénea (430 residentes). O Grupo 2 é constituído por 118 municípios, que se distribuem predominantemente no Sul e no Norte Interior do país. Nestes municípios, as incapacidades e limitações funcionais são médias-altas, sendo particularmente expressiva a prevalência de incapacidades motoras e sensoriais (em média, 9,2% e 9,0% da população, respetivamente). Neste grupo, uma em cada quatro pessoas vive só (24,7%). O estado da conservação dos edifícios destaca-se positivamente com apenas 11,7% dos edifícios a necessitarem de reparações significativas. O Grupo 3 abrange 103 municípios e concentra-se, de uma maneira geral, em torno de três núcleos: parte da Área Metropolitana de Lisboa, o Litoral Norte e a Região Autónoma dos Açores. É um grupo de municípios que tem em comum uma prevalência de incapacidades e limitações funcionais média-baixa (5,1%-7,2%), a mais baixa proporção média de indivíduos a residir sós (17,1%) e uma proporção média-baixa de edifícios com necessidades de reparação (12,4%). Desta forma, este grupo apresenta-se como o mais moderado, ou seja, nestes municípios a população goza de uma relação mais favorável quando conjugadas as três vertentes em análise. Figura 5.6 Índice de envelhecimento, por município, 2011 (%) Fonte: Cálculos próprios sobre os dados do Recenseamento Geral da População, 2011. BAIXO (< 44,5) MÉDIO-BAIXO (44,5 - 58,8) MÉDIO-ALTO (58,8 - 84,1) ALTO (> 84,1) 64 0 50 Km
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