ICS Portugal Social em Mudança 2017 - Retratos Municipais

significativas (Quadro 5.3). Contudo, a nível municipal verificam-se diferenças muito expressivas, entre os 3,1%, em Barrancos, e os 33,9%, em Mesão Frio. Esta disparidade é visível na Figura 5.5, que espelha a distribuição geográfica das carências ao nível do edificado no país. Segundo a distribuição por quartis, salienta-se que: a) O estado de degradação dos edifícios é mais acentuado no Norte do que no Sul, principalmente no Interior Norte. b) No Alentejo, existem grandes assimetrias, contrastando a posição desfavorável do Litoral com o Interior, que apresenta um parque habitacional mais bem conservado. c) As condições habitacionais, medidas pelo estado de degradação dos edifícios, são substancialmente melhores na Área Metropolitana de Lisboa do que na Área Metropolitana do Porto. MÁXIMO MÉDIA A ESTRUTURA do edifício necessita de reparações médias, grandes ou muito grandes 12,9 32,4 MÍNIMO 3,2 ESTADO DE DEGRADAÇÃO DOS EDIFÍCIOS A COBERTURA do edifício necessita de reparações médias, grandes ou muito grandes 14,1 34,3 3,0 O REVESTIMENTO do edifício necessita de reparações médias, grandes ou muito grandes 15,2 35,4 3,2 ESTADO DE DEGRADAÇÃO dos edifícios 14,1 33,9 3,1 Quadro 5.3 Estado de degradação dos edifícios, médias, valores máximos e mínimos, Portugal, 2011 Fonte: Cálculos próprios sobre os dados do Recenseamento Geral da População, 2011. IV Tipologia da distribuição geográfica da população com problemas de autonomia funcional Após a análise isolada das variáveis, interessa agora considerar as suas interações na medida em que os problemas que afetam as pessoas portadoras de incapacidades ou limitações funcionais são também condicionados pelas características do agregado familiar e pelas condições habitacionais. Assim, consideramos as variáveis relativas às incapacidades e limitações sensoriais, motoras e cognitivas (apenas as três variáveis-síntese), aos agregados unipessoais e ao estado de degradação dos edifícios. A interação entre estas variáveis é analisada através de uma análise de clusters , que agrega os municípios cujos valores nessas variáveis se assemelham. A estes parâmetros juntaram-se outros dois: a) o peso relativo da população com 65 e mais anos; e b) o índice de envelhecimento, ou seja, o número de pessoas com 65 e mais anos por cada 100 pessoas menores de 15 anos. A razão desta inclusão justifica-se pelo facto de existir, como já referido, uma associação entre, por um lado, as incapacidades e limitações funcionais e, por outro, o envelhecimento. Os mapas analisados reforçam também essa associação, na medida em que reproduzem um padrão semelhante ao da distribuição geográfica do índice do envelhecimento (Figura 5.6). Torna-se, por isso, importante clarificar se a distribuição dos problemas de autonomia das pessoas portadoras de incapacidade ou de limitações funcionais em termos municipais é redutível ao envelhecimento ou se outras variáveis não terão de ser convocadas para dar conta da tipologia e da respetiva distribuição geográfica. O estado de degradação dos edifícios é mais acentuado no Norte do que no Sul, principalmente no Interior Norte. 63

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