A Transição Alimentar na AML_Final
NOTA DE ABERTURA COMISSÃO DE COORDENAÇÃO E DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE LISBOA E VALE DO TEJO CCDRLVT A Área Metropolitana de Lisboa, paradoxalmente, constitui a principal concentração urbana de Portugal e, ao mesmo tempo, possui uma forte disponibilidade de espaços com uso agroflorestal (69% em áreas florestal, agrícola, de matos, agroflorestais, de pastagens) onde os espaços agrícolas se destacam (27%), de acordo com a Carta de Ocupação do Solo (COS, 2018). Um desafio de autonomia e segurança alimentar, dado que para abastecer 2,8 milhões de residentes (27% da população nacional) importamos 54% dos alimentos consumidos de fora do país, e 31% das restantes regiões nacionais (dados 2018). Uma oportunidade de circuitos mais curtos, maior proximidade produtor-consumidor, tendência desencadeada pela Pandemia, muito favoráveis às metas do combate ao desperdício, da economia circular, da redução da pegada de carbono, e da alimentação saudável. A Estratégia de Especialização Inteligente, que visa a aceleração económica, concretizou na sua última revisão, em 2020, um alargamento, com a inclusão dos domínios Agroalimentar, Transição Económica e Ensino Superior, uma combinação virtuosa para desencadear apoios a abordagens inovadoras, em parceria, nos sistemas alimentares. Uma aposta reforçada na Estratégia Regional 2030, no Domínio Sustentabilidade Ambiental e Alimentar com a Mitigação de Riscos Naturais, com linhas de intervenção para responder a este desafio, com oportunidade. Nesse alinhamento, do trabalho de cooperação, intenso, alargado, no âmbito do Projeto H2020 ROBUST (Rural-Urban Outlooks: Unlocking Synergies) surgiu a criação da Rede Metropolitana de Parques Agroalimentares, um passo para a concretização do objetivo de assegurar, em 2030, 15% do aprovisionamento alimentar da AML, baseado em modos de produção sustentáveis, redes de distribuição de baixo carbono e em circuitos alimentares de proximidade que cumpram com os critérios de inclusão e segurança alimentar. Uma frente de valorização do território e dos seus recursos que tem, sabemos, fortes benefícios para a coesão das comunidades, para a sociabilização dos espaços, numa lógica de reencontro do Homem com a Natureza. Teresa Almeida Presidente da CCDRLVT
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