O GIS e a Análise Social na Abertura da Sociedade Portuguesa

O GIS e a Análise Social na Abertura da Sociedade Portuguesa
Categoria: 
ISBN: 
978-972-671-319-7
Idioma: 
Português
Data de publicação: 
2013/Jun
Dimensão: 
15x23
Nº Páginas: 
26
Formato: 
Capa Mole
3,00 €2,70 €

Neste opúsculo dá-se a conhecer um depoimento inédito de Adérito Sedas Nunes, tudo indica prestado em 1989, cerca de dois anos antes de falecer. Nele, reflecte sobre as origens e evolução do GIS e da Análise Social, tema já contido num texto que redigira para o n.º 100 da «sua» Análise Social. É assim que traça um friso intelectual e cívico não só de si mesmo mas também das pessoas que o acompanharam, que vincula o GIS e a Análise Social ao desejo de conhecer a sociedade portuguesa e de contribuir para o seu progresso e que, no final, se detém nos efeitos que a própria viragem da sociedade portuguesa exerceu sobre o espaço de possíveis dessas duas instituições pioneiras da pesquisa em ciências sociais em Portugal.

Adérito de Oliveira Sedas Nunes (Lisboa, 1928 – Id. 1991) licenciou-se em economia pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (ISCEF), em 1951, ingressando pouco depois no Gabinete de Estudos Corporativistas. Membro e presidente da Juventude Universitária Católica foi bolseiro do Instituto de Alta Cultura em duas ocasiões consecutivas (1953/56; 1959/62), bem como do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian, entre 1963 e 1964. Foi assistente de economia, história económica e sociologia, no ISCEF, professor catedrático do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), desde 1973, subdirector e presidente do Conselho Diretivo deste último Instituto, em 1974.

Na qualidade de funcionário do Ministério das Corporações e Previdência Social, participou nos trabalhos preparatórios do IIº Plano de Fomento (1959-1964), como antes tinha participado em trabalhos ligados ao recenseamento de profissões, à saúde, previdência e serviços sociais.

Exerceu também funções docentes na Academia Militar, bem como no Instituto de Estudos Sociais, extinto em 1972, para dar lugar ao ISCTE. No processo de refundação das duas instituições colaborou ativamente, bem assim na concepção do plano de estudos de uma licenciatura em Ciências do Trabalho oferecida por esta última instituição.

Sedas Nunes foi grande impulsionador e colaborador da revista Análise Social, órgão do Gabinete de Investigações Sociais (GIS), criado no ISCEF em 1963, Gabinete de que foi igualmente membro e subdirector (1965). Nas páginas desse periódico trimestral deixou inúmeros textos de reflexão, tendo assumido, a partir de 1972, com o lançamento da segunda série, o cargo de subdirector e membro do Secretariado de redação e depois, a partir de 1977, o de diretor.

Em 1982, e partindo do núcleo do antigo GIS, funda o Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa, de que foi investigador coordenador e diretor até à sua morte em 1991.