ICS Research Brief 2021 - Observatório Permanente da Juventude
11 Albernaz, V. B. (2020). Parlamento dos Jovens: Um con- tributo para o estudo da participação política dos jovens em Portugal. Dissertação de Mestrado . Covilhã: Universida- de da Beira Interior – Faculdade de Artes e Letras. Augusto, N. M. (2008). A juventude e a(s) política(s): Desinstitucionalização e individualização. Revista Crítica de Ciências Sociais , 81, 155-177. Bardin, L. (1977). Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70. Cosson, R. (2008). Escolas do legislativo, escolas de democra- cia . Brasília: Edições Câmara. Cruz, M. B. (1985). A participação política da juventude. Análise Social, XXI , 1067-1088. Fuks, M. (2014). Explicando os efeitos de programas de socialização política: a experiência do Parlamento Jovem no Brasil. Opinião Pública , 20(3), 425-449. Documentos: Assembleia da República. (2006). Resolução da Assem- bleia da República Nº 42/2006 Programa “Parlamento dos Jovens” . Portugal: Diário da República, I Série A. Fonte: http://www.jovens.parlamento.pt/2019_2020/docs/Resolu- caoAR_Programa_Parlamento_Jovens_2006.pdf Assembleia da República. (2019). Regimento do Parlamen- to dos Jovens . Lisboa: Assembleia da República - Divisão de Edições. Assembleia da República. (2019). Relatório de execução Edição 2018/2019 Programa Parlamento dos Jovens . Lisboa: Assembleia da República. Euroscola (2020). Disponível online em https://progra- mas.juventude.gov.pt/euroscola , consultado a 6 de maio de 2020. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS O programa PJ contribuiu para o desenvolvimento do poder de argumentação dos jovens na defesa dos seus ideiais O programa PJ contribuiu ainda para o desenvolvimento do poder de argumentação dos participantes, na defesa de seus ideais, na capacidade de apresentar factos e razões lógicas, assim como para o respeito mútuo face à opinião divergente/conflituante; em suma, ele permitiu entender “por dentro” o jogo político democrático que acontece no parlamento. Programas como o PJ constituem importantes espaços de participação cidadã, para os jovens exporem/debaterem ideias e serem escutados O estudo demonstra ainda a relevância de se realizar programas de formação política e cidadã junto do público jovem, oferecendo-lhe as condições para dizerem o que pensam a respeito de diversos temas, o que sentem a respeito dos problemas gerais da sociedade, e, especialmente, criando espaço para escutá-los. A simulação precisa de estar ancorada na experiência concreta para ter sentido, o que significa que o programa será tão mais legítimo quanto mais se aproximar das funções e do funcionamento da casa legislativa que a promove (Cosson, p. 118). Os jovens devem ser considerados como sujeitos políticos capazes de fazeremparte das soluções É certo que a participação política da juventude é catalisadora das mudanças, mas para que estas ocorram, os jovens precisam de se reconhecer enquanto sujeitos políticos capazes de interferir nas esferas políticas do seu município, do seu distrito ou do seu país. Nesse sentido, os jovens não devem ser vistos como parte de um problema e sim como sujeitos políticos capazes de fazerem parte da solução. Cabe assim à responsabilidade do poder legislativo português, representado pela Assembleia da República, Assembleias Legislativas (Açores e Madeira) e ao poder local, representado pelas Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, de impulsionarem programas e/ou projetos que propiciem espaços e oportunidades para os jovens demonstrarem o seu potencial. Propostas para pesquisas e ações futuras • Estudar o impacto pós-formativo do programa na vida dos jovens • Estudar o impacto do programa na atuação dos deputados da AR que participaram no programa • Propor a organização de uma base de dados dos jovens participantes no PJ. • Propor a realização de um Parlamento voltado ao público universitário.
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