Relatório OFAP 2016-2017

53 Numa análise por sexo , a taxa de desemprego regista em 2017 valores ligeiramente superiores para as mulheres (9,4%) comparativamente aos homens (8,4%), embora esta diferença se tenha esbatido no período mais agudo da crise económica entre 2012 e 2013 (Pordata). No que diz respeito ao total de homens e mulheres beneficiários de prestações de desemprego, a representatividade do sexo feminino também tem sido mais elevada ao longo dos anos. Contudo, entre 2009 e 2015, a percentagem indivíduos do sexo masculino a receber subsídio de desemprego supera a percentagem de mulheres nessa situação (por exemplo, em 2012, 53,4% do total de beneficiários eram homens). Passados os anos mais difíceis da crise, em 2016 e 2017, as mulheres voltam a ser as principais beneficiárias desta prestação registando, respetivamente, 51,5% e 53,7% do total de titulares do subsídio de desemprego nestes dois anos (Pordata). Numa análise por nível etário , e segundo os dados do Inquérito ao Emprego do INE (2017), entre 2016 e 2017 a população desempregada diminui em todos os níveis etários. A maior redução registou-se nos intervalos 25-34 (-23,8 p.p.) e 45 ou mais anos de idade (-20,p.p.). No entanto, se tomarmos como referência o universo dos beneficiários do subsídio de desemprego e compararmos os anos 2013 e 2017, verificamos que, em termos percentuais, a importância relativa dos beneficiários dos grupos etários 35-44 e 45-54 diminui em 2017 (22,7% e 23,7%) comparativamente a 2013 (25,2% e 28,3%). Porém, a importância relativa dos beneficiários com idade entre 55 e 64 anos aumenta em 2017 (de 24,4% em 2013 para 28,8% em 2017). Assim, não obstante a redução da população desempregada e do número de beneficiários de subsídio de desemprego, entre 2013 e 2017, aumenta a importância relativa dos beneficiários com idade igual ou superior a 55 anos.

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