Portugal Social em Mudança 2019 - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Figura 2.5 Desigualdades no rendimento da população com 65 e mais anos (20% maiores/20% menores rendimentos), Portugal e UE28, 2010-2017 Fonte: EUROSTAT. V Reduzir as desigualdades (ODS 10) No âmbito dos indicadores disponibilizados pelo Eurostat relativos aos ODS, o objetivo da redução das desigualdades está bem representado através do indicador de desigualdade na distribuição do rendimento, definido como o rácio entre a proporção do rendimento total recebido pelos 20% da população com maiores rendimentos (5.º quintil) e a parte do rendimento auferido pelos 20% de menores rendimentos (1.º quintil). O indicador mostra essencialmente duas tendências: a desigualdade de rendimentos na população portuguesa acima de 65 anos, quer nos homens quer nas mulheres, está acima da média europeia; e não se observam sinais de redução do indicador ao longo da década (Figura 2.5). VI Cidades e comunidades sustentáveis (ODS 11) No âmbito deste objetivo foram selecionados cinco indicadores: três relativos às condições habitacionais (alojamento sobrelotado, impermeabilização da habitação e aquecimento da mesma) e dois referentes à qualidade de vida nas cidades (ruído e criminalidade) (Quadro 2.7). A sobrelotação da habitação não é preocupante. Os números nacionais são mais baixos do que os europeus e vão no sentido da redução. As mulheres estão mais representadas do que os homens no alojamento sobrelotado, tanto em Portugal como no conjunto dos países europeus. No indicador alojamento com teto que deixa passar água, humidade nas paredes ou apodrecimento das janelas ou soalho, a situação portuguesa é duplamente penalizada: por um lado, os valores reportados pelos seniores em Portugal são mais elevados do que na média europeia: uma diferença sempre acima de 10 pontos percentuais; por outro, a evolução nacional, ao contrário da europeia, não mostra sinais de melhoria: os valores em 2017 estão ao mesmo nível de 2010 (respetivamente, 25% e 25,7%). A incapacidade de manter o alojamento aquecido deixa transparecer uma situação penalizadora do bem-estar da população portuguesa com 65 e mais anos. A diferença para a média europeia ao longo dos anos é da ordem de 20 pontos percentuais, embora a situação pareça melhorar um pouco nos últimos anos. Ainda assim, a falta de aquecimento, em 2017, neste grupo etário afeta quase três em cada dez portugueses deste grupo etário, atingindo mais as mulheres do que os homens. O indicador crime, violência ou vandalismo na área procura refletir uma das dimensões da qualidade de vida nas cidades. Portugal surge numa posição mais favorável do que a média europeia, apresentando valores mais baixos. Em ambos os casos, o comportamento do indicador ao 33 Total Homens Mulheres PORTUGAL 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 6 5 4 3 2 1 0 UE28 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 6 5 4 3 2 1 0
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