Portugal Social em Mudança 2019 - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

O comportamento do indicador anos de vida saudável aos 65 anos por género indica haver uma diferença significativa no número de anos saudáveis que uma pessoa aos 65 anos pode esperar viver (Quadro 2.3). Em 2017, comparando os valores nacionais com a média europeia, a diferença nos homens é de 1,7 anos e nas mulheres de 2,7 anos. As mulheres portuguesas surgem claramente mais penalizadas. No que se refere à evolução, a média europeia é, com algumas oscilações, positiva e contínua. Quanto a Portugal, a tendência sugere uma melhoria nos últimos dois anos após ter registado em 2015 uma diminuição do número de anos de vida saudável. O indicador esperança de vida aos 65 anos é bem mais conhecido e revela que Portugal alinha pela média europeia ou um pouco acima dela, particularmente no caso das mulheres na maior parte dos anos. É também sabido que a esperança de vida feminina é superior à masculina, que em Portugal, em 2017, é, respetivamente, de 22,1 e 18,3 anos. A série estatística aponta para um aumento regular, embora lento e com pequenas oscilações ao longo dos anos. No indicador mortalidade abaixo dos 65 anos Portugal encontra-se bem posicionado, com valores abaixo da média europeia. A evolução parece também ser mais regular, apresentando ao longo da série uma diminuição consistente das mortes prematuras. As mulheres, sobretudo as portuguesas, apresentam números bem mais favoráveis (mais baixos) do que os homens. O comportamento do indicador anos de vida saudável aos 65 anos por género indica haver uma diferença significativa no número de anos saudáveis que uma pessoa aos 65 anos pode esperar viver. II Saúde de qualidade (ODS 3) No indicador autoavaliação do estado de saúde há três observações a reter (Figura 2.1). Em primeiro lugar, a grande distância entre Portugal e a União Europeia: há uma diferença superior a 20 pontos percentuais no grupo dos que consideram ter boa ou muito boa saúde. Os portugueses com mais de 65 anos fazem assim uma avaliação bem mais pessimista do seu estado de saúde. Em segundo lugar, a diferença entre homens e mulheres é bastante significativa, ainda que surja um pouco mais ampliada em Portugal, sendo a avaliação masculina bastante mais positiva. Em terceiro lugar, a média europeia aponta para uma melhoria contínua, embora a um ritmo pausado, enquanto em Portugal a evolução sugere uma curva em forma de U, revelando uma tendência de recuperação dos valores registados no início da década após alguns anos de agravamento da autoavaliação do estado de saúde. Como forma de aprofundar – e até para procurar justificar – a autoavaliação pouco favorável que a população com 65 e mais anos faz do seu estado de saúde, analisam-se duas doenças com incidência significativa nesse grupo etário: a hipertensão e a diabetes (Figura 2.2). Em ambas, a prevalência em Portugal é mais elevada do que no conjunto europeu. No caso da hipertensão a diferença é de 6,1 pontos percentuais, e no da diabetes de 5,8 pontos percentuais, no conjunto da população de 65 e mais anos. Quanto ao género, as mulheres pontuam mais na hipertensão (59%), ocorrendo o mesmo com os homens em relação à diabetes (25,6%). 28

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