ICS Portugal Social em Mudança 2017 - Retratos Municipais
Este conjunto de ações terá sido um incentivo para consolidar o atual mapa de associações juvenis registadas, cuja elegibilidade para pertencer ao RNAJ está dependente do facto de a maioria dos associados (75%) possuir idade igual ou inferior a 30 anos. Coincidindo apenas parcialmente com os municípios onde se observa uma proporção de jovens maior do que a proporção de jovens na população total nacional, a Figura 4.4 revela uma mancha associativa mais densa, quer nos municípios do Norte, Centro, Alentejo e Algarve, quer nos municípios das Regiões Autónomas, ou ainda naqueles onde se situam os principais centros urbanos do país. Segundo os dados do RNAJ, os municípios de Lisboa e Porto concentravam em 2015 mais de 100 associações juvenis registadas, seguidos à distância por Coimbra, Braga e Vila Real, com cerca de metade desse número. Contudo, o valor absoluto apresentado por cada município perde significado no confronto com a sua ponderação pelo número de residentes jovens existentes em cada um. A análise da Figura 4.4, que mede o número de associações juvenis por 1000 jovens em cada município, devolve-nos uma imagem de particular dinamismo associativo em alguns concelhos, que se destacam por apresentar mais de 4 associações por 1000 jovens: é o caso de municípios situados no Interior, como Vimioso (10,5), Meda (4,9), Santa Comba Dão (4,8), Torre de Moncorvo (4,7) e Cabeceiras de Basto (4,1), mas também de áreas consideradas ultraperiféricas, como o município do Corvo, na Região Autónoma dos Açores, que regista o valor mais elevado, com 19,6 associações por 1000 jovens. Neste grupo da frente pontuam apenas dois municípios urbanos, ambos em Trás-os-Montes: Bragança (7,4) e Vila Real (6,2), cujos valores suplantam quase em dobro os de Lisboa (1,9) e Porto (3,6). Embora abrangendo uma proporção reduzida da população juvenil, a promoção do associativismo jovem tem sido uma aposta das políticas públicas nas últimas décadas. Por contraste, destacam-se algumas manchas de municípios incrustados no Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e, de forma visível, na região do Alentejo. É importante ressalvar que tal não significará a inexistência de coletivos juvenis nestes municípios, mas a ausência de associações que formalizaram o seu registo no RNAJ, por não reunirem os requisitos exigidos e/ou não demonstrarem interesse nesse registo. Importa ainda aferir a diversidade de associações presentes em cada município. No sítio do Instituto Português do Desporto e da Juventude listam-se os tipos de associações que integram o RNAJ: na categoria “Associações de Jovens” incluem-se as associações juvenis, associações de estudantes, federações de associações juvenis, federações de associações de estudantes e associações socioprofissionais; na categoria “Grupos Informais de Jovens e/ou Organizações equiparadas a associações juvenis” englobam-se as organizações nacionais reconhecidas pela World Association of Girl Guides and Girl Scouts (WAGGGS) e pela World Organization of the Scout Movement (WOSM), organizações de juventude, partidárias ou sindicais, e, ainda, entidades sem fins lucrativos de reconhecido mérito que desenvolvam atividades para jovens. 49
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