ICS Portugal Social em Mudança 2017 - Retratos Municipais

municípios, em 2001), com os valores de ISF a oscilar entre os 0,52 filhos, em Sernancelhe, no Douro, e os 2,06, em Avis, no Alto Alentejo. Ao contrário do que acontecia no passado (Almeida et al. , 1995; Bandeira, 1996), é no Sul do Continente que o ISF é atualmente mais elevado, verificando-se um maior número de municípios com variação positiva no período em análise (2001-2015), com destaque para os do Alentejo Litoral, Baixo Alentejo e Algarve. Pelo contrário, nos municípios do Norte, do Centro e das Regiões Autónomas, registaram-se, na sua maioria, variações negativas, apresentando em 2015 valores bastante abaixo da média nacional. Trata-se precisamente dos municípios que, em 2001, apresentavam valores acima da média (situada em 1,45 filhos por mulher). É o exemplo de Vila Pouca de Aguiar, Tabuaço e Tarouca, no Norte; Oliveira de Frades, Santa Comba Dão e Sátão, no Centro; ou Horta, Lajes das Flores e Machico, nas Regiões Autónomas. Quando se comparam os dois mapas (Figura 3.2 e Figura 3.3), constata-se que, apesar da mancha escura mais extensa no mapa do ISF – que traduz um maior número de municípios com variações positivas neste indicador em relação ao indicador dos nados-vivos –, a palete de cores aponta no mesmo sentido: para um território polarizado e contrastante, que reúne de um lado o Norte, o Centro e as Regiões Autónomas, em processo de acelerado e severo declínio da natalidade, e do outro a AML, o Alentejo e o Algarve, regiões em que o declínio é menos intenso e que conhecem mesmo alguns fenómenos de revitalização demográfica. Um dos fatores explicativos da queda dos nascimentos em Portugal é de ordem demográfica e prende-se com a diminuição do número de pessoas em idade reprodutiva. Esta situação é, em parte, resultante do declínio da fecundidade que vem acontecendo há décadas, agravada pelos recentes fluxos migratórios, que conduziram à saída massiva do país de homens e mulheres em idade reprodutiva. A Figura 3.4 dá conta da variação, entre 2001 e 2015, da população residente em Portugal, com idades compreendidas entre os 25 e os 44 anos. Se a tendência geral é de perda de população em idade reprodutiva (258 municípios registaram variação negativa), a paisagem nacional é marcada por fortes assimetrias territoriais: Norte/Sul e Interior/Litoral. O Norte e o Interior apresentaram perdas particularmente acentuadas desta população (25-44 anos), contrastando com o Sul e o Litoral, onde o processo foi menos intenso, havendo mesmo Figura 3.4 Variação da População Residente 25-44 anos, por município, 2001/2015 (%) Fonte: Cálculos próprios com base em dados INE, IP, Estimativas anuais da população residente, consultado a 1 de junho de 2017. > 0 -20,0 a -10,1 < -20,0 -10,0 a -0,1 Nº DE MUNICÍPIOS 50 78 93 87 37 0 50 Km

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