Household food poverty and insecurity among Portuguese families with children

Household food poverty and insecurity among Portuguese families with children

Since the onset of the global economic crisis in 2008, the living conditions of Portuguese families have been deteriorating, registering a decrease in their private consumption and, in particular, a decline in the weight of items within domestic food expenditure. Given the increasing visibility of poverty as a result of this trends, this project aims at looking at poverty and food insecurity of Portuguese families with school-age children.

 

Estatuto: 
Proponent entity
Financed: 
Yes
Entidades: 
FSE-POAT - Programa Operacional de Assistência Técnica (Fundo Social Europeu)
Keywords: 

Food insecurity, Families, Children, Portugal

Since the onset of the global economic crisis in 2008, the living conditions of Portuguese families have been deteriorating, registering a decrease in their private consumption and, in particular, a decline in the weight of items within domestic food expenditure. Given the increasing visibility of poverty as a result of this trends, this project aims at looking at poverty and food insecurity of Portuguese families with school-age children.

 

Objectivos: 
The main objectives are to make a study of these conditions and examine how the dietary intake of children and their families is being affected by the current socio-economic constraints (e.g. their strategies to cope with the change of their living conditions).
State of the art: 
As desigualdades socioecon&oacute;micas s&atilde;o, desde os anos 80, componentes centrais dos estudos levados a cabo pela sociologia da alimenta&ccedil;&atilde;o - que, adotando a perspetiva da sociologia do consumo, incide maioritariamente a sua an&aacute;lise nos aspetos culturais das pr&aacute;ticas e do gosto alimentar. Permitem identificar diferentes padr&otilde;es de consumo que est&atilde;o organizados de modo desigual de acordo com a posi&ccedil;&atilde;o ocupada pelos indiv&iacute;duos no espa&ccedil;o social, isto &eacute;, conforme o volume e a estrutura dos capitais (e.g. econ&oacute;micos, culturais, sociais) que possuem (Bourdieu, 1979; Bennett et al, 2009). <br />Medidas em termos das diferen&ccedil;as nos rendimentos e nas qualifica&ccedil;&otilde;es, as desigualdades de classe social abrangem grupos ou segmentos sociais mais vulner&aacute;veis a situa&ccedil;&otilde;es de pobreza (e.g. priva&ccedil;&atilde;o de bens alimentares) e exclus&atilde;o social (e.g. depend&ecirc;ncia das redes de provis&atilde;o e de apoio comunit&aacute;rias) (Costa, Almeida e Machado, 2009; Dowler et al, 2011). Para al&eacute;m disso, intersectam outras dimens&otilde;es das desigualdades, como por exemplo a sa&uacute;de, cujos problemas (e.g. obesidade) tendem a ser mais elevados nas sociedades com maiores desigualdades de rendimento (Cabral e Silva, 2009).<br />Apesar dos consumos das crian&ccedil;as e dos progenitores alargarem-se a outras redes de provis&atilde;o (e.g. Estado, mercado ou comunit&aacute;rias), o fornecimento dom&eacute;stico de refei&ccedil;&otilde;es e snacks permanece central na alimenta&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias (Warde e Martens, 2000). A fam&iacute;lia representa um espa&ccedil;o privilegiado de partilha de disposi&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, normas e expetativas sociais que contribuem para a reprodu&ccedil;&atilde;o das estruturas de classe social, ao ponto de serem entendidas como &lsquo;fam&iacute;lias de classe' (Bertaux 1978). Dada a reduzida independ&ecirc;ncia das crian&ccedil;as, as suas escolhas s&atilde;o mediadas pelo controlo parental que, em termos pr&aacute;ticos, representa uma negocia&ccedil;&atilde;o da autonomia das crian&ccedil;as tendo em considera&ccedil;&atilde;o a estrutura de oportunidades definida pelos adultos e a pluralidade de inst&acirc;ncias culturais com as quais interagem durante as refei&ccedil;&otilde;es ao logo do dia (e.g. escola, restaurante, pastelaria) (Alanen, 2001; Nunes de Almeida, 2011).<br />Embora tenham ocorrido melhorias nas condi&ccedil;&otilde;es de vida dos portugueses, a sociedade portuguesa caracteriza-se por uma reduzida propor&ccedil;&atilde;o de atividades mais qualificadas e por uma grande desigualdade educativa e nos rendimentos, em particular na componente salarial (Costa, 2012). Na sa&uacute;de, apesar de ter havido uma redu&ccedil;&atilde;o significativa da mortalidade infantil, os n&iacute;veis de popula&ccedil;&atilde;o com excesso de peso, em particular de crian&ccedil;as, &eacute; muito elevado e est&aacute; frequentemente associado a doen&ccedil;as cardiovasculares. &Eacute; sobretudo nos grupos com menos rendimentos que a esperan&ccedil;a de vida &eacute; menor e que h&aacute; uma maior ocorr&ecirc;ncia de pessoas obesas, uma situa&ccedil;&atilde;o que poder&aacute; intensificar-se com a atual crise (Almeida, 2013; Carmo, 2011). Nos anos mais recentes, o rendimento dispon&iacute;vel das fam&iacute;lias decresceu e acentuaram-se as desigualdades a esse n&iacute;vel, produzindo efeitos nos consumos b&aacute;sicos das que t&ecirc;m menor capacidade econ&oacute;mica (Mauritti e Martins, 2002). Na alimenta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os agregados em situa&ccedil;&atilde;o de priva&ccedil;&atilde;o material severa que est&atilde;o a ser mais afetados. T&ecirc;m-se identificado mudan&ccedil;as na frequ&ecirc;ncia e no tipo de produtos que compram e os apoios sociais (e.g. comparticipa&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es escolares) t&ecirc;m sido fundamentais para as fam&iacute;lias com maiores vulnerabilidades (Wall et al, 2005).<p>&nbsp;</p>
Parceria: 
Unintegrated
José Pedro Teixeira
Ana Fontes
Coordenador 
Start Date: 
01/11/2013
End Date: 
31/12/2014
Duração: 
16 meses
Closed